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Juros

segunda, 25 de março de 2019
Banco Central prevê redução de juros com o Cadastro Positivo

(Imagem Ilustrativa)

Foi aprovado pelo Senado no último dia 13, um projeto que prevê a adesão automática do Cadastro Positivo. O texto agora segue à sanção presidencial e, caso seja aprovado, a expectativa é que entre em vigor seis meses depois. O assunto foi abordado durante o “Onda News” da Rádio Onda Sul FM.

A professora Ivanira de Oliveira, explicou que o Cadastro Positivo é uma base de dados com informações do histórico de pagamento do consumidor, “os valores de compras e parcelamentos, datas de pagamentos, atrasos, isso para todas as contas, incluindo aquelas que são pagas em dia”.

Esse Cadastro é mais completo que o Cadastro Negativo, usado atualmente pelos bancos e empresas, na decisão sobre concessão de crédito. A Lei do Cadastro Positivo entrou em vigor em agosto de 2013, porém a inclusão ainda é opcional. Após a sanção, todos os CPF serão incluídos de forma automática, “todas as contas, parcelamentos, todo o comprometimento da renda do Consumidor vai estar nesse cadastro”.

Segundo o Banco Central, esse Cadastro Positivo vai fazer com que os juros sejam reduzidos, já que são elevados devido aos índices de inadimplência, prejudicando inclusive quem mantém as contas em dia. A professora esclareceu que, em torno de 30% do percentual de uma taxa de juro, corresponde ao risco da inadimplência, “como vai estar contido todas as informações de compras e crédito do cliente, o banco vai ter mais segurança na concessão do crédito”.

O Cadastro Positivo vai fornecer um score de 0 a 1.000, uma espécie de classificação do nível de pontualidade do cliente, para representar a probabilidade de o consumidor se tornar inadimplente. “Se consumidor paga as contas em dia ele terá maior escala maior. Quanto menor a nota, maior a probabilidade de inadimplência”, disse. Nesse caso o banco ou loja onde o consumidor deseja realizar uma compra parcelada, pode se recusar a conceder o crédito.

Para ter uma melhor nota é preciso se educar financeiramente, fazer planejamento, ter controle de gastos e não comprometer mais que 30% da renda, “porque esse comprometimento vai ser pesar nessa estatística. Tem que ter o controle porque senão vai ficar difícil conseguir mais crédito”, orienta.

Fonte: Portal RBJ/Juliana Raddi